Para fazer essas postagens usei a wikipédia para lembrar quais jogos eu joguei que se encaixam nessa categoria e lá estão jogos como Castlevania ou Gauntlet. Não concordo 100% com essa classificação pois esses são jogos em que você usa apenas armas. Em Bayonetta por exemplo, é possível dar golpes com as mãos e pés. De forma que não vou falar sobre eles aqui. Mas vou mencionar quais são. Mais tarde.
Agora vamos ao que considero o último dos beat´em up "old school" e para mim um tipo de sonho realizado. Para muita gente.
Hokuto no Ken é um mangá/anime clássico no mais estrito sentido do termo. Influenciou uma porrada de gente, desde Cavaleiros do Zodiaco à Dragon Ball e muitos outros.
A história se passa em um mundo pós-apocaliptico, a lá Mad Max. Kenshiro, o herdeiro da arte marcial Hokuto Shinken vaga pela terra desolada em busca de sua noiva, Yuria, que foi raptada pelo seu ex-amigo, Shin.
E enquanto ele procura, vamos vendo a merda que o mundo virou. Pouca água, pouca comida, os fortes e cruéis tomam o que querem e os fracos sofrem e morrem. Os sobreviventes vivem aterrorizados por gangues de punks e motoqueiros do inferno, que aparecem para roubar, violar e matar.
Durante seu caminho, Kenshiro conhece a pequena Lynn e a salva de um bandoleiro, usando o Hokuto Shinken com resultados explosivos.
O Hokuto Shinken é uma arte marcial que, entre outras coisa, ensina principalmente a utilizar os pontos de pressão do corpo humano. Pode-se então curar vários males ou EXPLODIR pessoas.
É uma arte marcial tão perigosa que, nos três mil anos de historia do estilo só pode ser passada de mestre para um discipulo. Os outros candidatos devem ter seus punhos destruidos ou suas mentes apagadas. Preste atenção, isso se torna importante mais pra frente da história. Que não vou contar.
E pouco depois o garoto Bat se junta à eles. Ken não está realmente os levando, eles o acompanham e depois de um tempo ele passa à apreciar a companhia da dupla.
E Kenshiro continua sua busca por Yuria, deixando hordas de maloqueiros sem partes vitais do corpo e sendo conhecido como o Salvador do Fim do Mundo.
Enfim ele encontra Yuria, e não acaba por aí. Hokuto no Ken não é conhecido por seus finais felizes.
Mas vamos ao jogo. Como Gundam Musou, Ken´s Rage tem um history mode que acompanha a história dos personagens. Então jogando com Kenshiro vai desde a luta contra Zedd até o combate contra Raoh, e todos os que estão entre eles, como Thouzer ou Jagi.
Se jogar com Rei, vai naturalmente passar pelas partes da história a partir do momento que ele surge no mangá/anime e é assim com os outros também. Não segue com total fidelidade, pois do contrário não serviria de nada colocar Raoh ou Toki como selecionáveis sem acrescentar mais detalhes do que eles faziam até encontrarem Kenshiro.
Mas há também o Dream Mode. Nesse um misterioso vidente mostra aos personagens como poderiam ser suas vidas se tomassem essa ou aquela decisão diferente. É um pouco como aquelas da Marvel "O que aconteceria se...?". Fora que no Dream Mode também há o free mode, que permite jogar as histórias do Dream Mode de um personagem usando os outros.
Há uma boa variedade de personagens e cada um deles tem estilos bem distintos, mesmo os da mesma escola marcial. Jogar com Raoh é como usar o Godzilla, ao passo que Kenshiro é quase tão forte quanto e mais veloz. E falando nisso, é bastante diferente de usar os lutadores do estilo Nanto, que são ágeis e velozes. Ou usar o Jagi, que é um merda. E acredite, chamar um cara que usa um lança-foguetes como arma de merda basta para passar o nível dos caras que só usam as mãos e pés.
Mas acaba não sendo o caso de Mamiya. Ela, a única mulher lutadora usa mais suas armas do que porrada, mas é mais rápida e mais eficiente que o Jagi. Porra Jagi! Uma mulher com io-ios é mais foda que você! Mesmo ela tendo uma função "fan-service" bastante elevada é uma lutadora muito boa. Entenda como quiser.
Sou capaz de ficar jogando por horas e horas, mudando os personagens, usando a criativa grade de evolução para arranjar novos golpes e atributos, indo de um lado para o outro, massacrando à vontade e encarando vários personagens iconicos da saga. Fudoh e os outros Nanto Goshasei, o clã Kiba, Amiba, Uighur, o carcereiro, e por ai vai.
Essa inclusive é uma das minhas reclamações. Os jogos da série Dinasty Warrior tem um cacetal de personagens para escolher, uma boa parte deles com pouca variação de estilo de combate uns dos outros. Por que não fazer o mesmo aqui? Tá certo, jogar com o Ace seria idiota, mas por que não nos dar o controle do Shin por exemplo. O balofo Heart é um DLC mas é pouco mesmo.
Minhas outras reclamações podem parecer besteira mas vamos lá. Principalmente durante as cenas em CG, as texturas da pele dos personagens parece muito artificial, quase plástica. Imperdoável nos dias de hoje. Mas fora isso os gráficos são muito bons. E não venham falar "Mas os cenários tem pouca variedade." Porra! É um mundo pós-apocaliptico! Ruinas e deserto com uma ou outra coisa de diferente, é só o que restou.
E duas outras coisas ,besteiras de fã mesmo. Primeiro. A roupa que Kenshiro está usando é diferente do traje clássico da série de anime ou do mangá. Sei, é DLC, mas eu preferia que fosse apenas preciso destravá-la. E finalmente, a trilha sonora. Não é nada de espetacular mas tem uma ausência imensa. A versão original de Ai Wo Torimodose. Uma versão metal e sem vocais toca em momentos chave, e é bem emocionante, mas não se compara com a sensação que a versão original passaria. É um detalhe mas me impede de chamar o jogo de "perfeito". Não que eu fosse fazer isso.
Meu coração diz "Quase perfeito." Minha mente diz "Muito bom mesmo, mas tem seus problemas." Mas tudo que digo é, "Omae mou shindeiru".
NOTA 9
E como disse antes, os outros jogos que estão na categoria beat´em up na Wiki, mas que não concordo totalmente. Mesmo sendo jogos que eu adoro.
Castlevanias. Sério? Uma franquia baseada em um chicote e colocam na parte de porrada?
Gauntlet. Tem ainda menos motivos que qualquer outro para estar aqui. Afinal, apesar de usarem armas brancas, é mais parecido com Ikari Warriors ou até Contra do que com um beat´em up, afinal, eles atiram suas armas, até o bárbaro fica atirando machados infinitos.
The King of Dragons e Knights of the Round. O que fazer? Os dois jogos tem estilo de beat´em up mas usam armas.
Golden Axe. Acontece o mesmo dos jogos acima.
A série Dynasty Warriors e similares. Mas dois deles são diferentes. Dynasty Warriors: Gundam, não sei se coloco por aqui. Algumas máquinas tem golpes sem usar as espadas e tal.
Devil May Cry e God of War. Dante e Kratos dão socos as vezes. Mas confiam mais em suas armas. E sinceramente as Blades of Chaos/Athena/Exile fazem o serviço.
Legacy of Kain: Defiance. Esse eu simplesmente não concordo. Kain e Raziel usam suas respectivas Soul Reavers. Raziel ainda dá porradas bem de vez em quando mas não o bastante.
The Lord of the Rings. E é quase o mesmo aqui. Espadas, machados e flechas voando. E ainda menos punhos atingindo orcs.
Nano Breaker. Nem esse tem porrada. É muito interessante mas é hack´n slash e pronto.
Onimusha. Não. E só.
Shinobi. É tão difícil colocar nessa categoria que Castlevania. A maioria dos jogos da série é shuriken voando e espadadas. Um ou outro golpes mas é pouca coisa. Nas versões para PS2, Shinobi e Nightshade, tem um pouco mais de pancada.
Os beat´em up passaram um longo caminho até agora, desde Double Dragon até Hokuto Musou. Hoje não são capazes de gerar filas ou brigas nas filas, mas é um gênero que ainda está vivo, a despeito de ter levado muita pancada. Mas como um bom brigão, se levantou para dar muito mais porrada do que levou.
No mas.

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