sábado, 25 de dezembro de 2010

SUMMER WARS




As vezes esperar alguma coisa torna essa coisa melhor quando é atingida/obtida. Um show, uma data, um acontecimento, uma pessoa, várias coisas. Aumenta a satisfação da coisa toda.
Mas é preciso saber quando esperar uma coisa é inútil, a diferença de esperar algo que vai se concretizar e esperar Godot (vão ler Samuel Beckett ou pelo menos procurem na Wikipedia, catzo).

Quando esperar se torna inútil, quando você sabe que nunca vai acontecer/chegar , principalmente se depende de outras pessoas, você toma as rédeas.

Toda essa conversa foi só para dizer que eu não iria ficar esperando o lançamento de Summer Wars aqui no Brasil. Não irá acontecer. Por isso fui atrás por conta própria. E não me arrependo.

O anime Summer Wars é um trabalho do estúdio MadHouse. Uma palavra antes de tudo. O MadHouse é, na minha opinião um dos grandes da animação japonesa. Nem todas as obras vindas dali são maravilhosas (Beyblade me vêm à cabeça, mas eles só animam, não escreveram o roteiro, e a animação é boa de qualquer forma), mas eles tem no seu currículo, Highschool of the Dead, Metrópolis, Card Captor Sakura, Gunslinger Girl, Black Lagoon, entre outros. Só coisa fina. Então qualquer coisa lançada pelo estúdio vale no mínimo uma olhada.

Mas voltando, o anime ganhou vários prêmios e indicações mundo à fora, tem um time de medalhões na produção e coisa e tal. Indicado ao Oscar que vai acontecer em 2011, inclusive. Mas vamos ao que interessa.

O estudante Kenji Koiso trabalha como moderador no mundo virtual chamado OZ. É dificil quantificar o alcance da OZ. Fora os usuários comuns, que usam para jogos, comunicação e coisas do tipo, corporações, governos, quase tudo usa a OZ, é quase como se ela substituísse a internet. E quando falo quase tudo, é isso mesmo, até serviços básicos como redes de eletricidade e água e até redes de defesa de vários países.

As coisas começam a mudar quando Kenji é convidado pela sua senpai (veterana, no caso colega mais velha da escola) Natsuki Shinohara, para um trabalho durante o verão. Como ele tem uma queda por ela, aceita sem fazer muitas perguntas. A coisa toda inclui levar ele até a imensa casa ancestral de sua familia e apresenta-lo a todos, em particular para sua bisavó, Sakae Jinnouchi, que vai completar 90 anos.

Kenji descobre a estranha natureza de seu trabalho e tem aquela estranha sensação que todos temos quando vamos à uma festa onde só conhecemos uma pessoa. Ah vamos, todos já sentiram isso uma vez ou outra. É bem chatinho.

O fato é que, durante a noite, ele recebe um email com um tipo de jogo matemático, um código enorme para ser desvendado. Embora pareça só um merdão, Kenji é o representante japonês nas Olimpíadas Internacionais de Matemática. Ele vara a noite acordado e decifra o código. E envia de volta a mensagem. É óbvio que Kenji é um panaca que não sabe nada sobre vírus e span. Ele recebe uma mensagem vinda sabe-se lá da onde e responde. Ele parece ser o tipo de pessoa que clica naqueles banners que dizem que ele é o milésimo visitante do site e vai ganhar um prêmio.

Na manhã seguinte, o mundo vira de pernas para o ar. OZ foi invadida e está em caos. Kenji é acusado de fazer isso pois o responsável pela zona usa uma versão deturpada do avatar dele e sua conta em OZ.

O anime segue por aí, mostrando o caos tomando boa parte do mundo e as relações entre a antiga familia Shinohara, as tentativas de Kenji de se relacionar com seus interessantes membros e os problemas de ser o cara que, aparentemente, destruiu a internet.

Os personagens em Summer Wars são bem construídos e mesmo os secundários são cativantes. As crianças pequenas, por exemplo. Evitaram, graças a Deus, que elas se tornassem gênios mirins ou aquelas crianças chatas de desenho ou filme. Elas orbitam ao redor dos mais velhos, como fazem as crianças, entretidas em seus pequenos mundos, quase alheias ao que incomoda os adultos. Mas que rouba a cena é a velha sra. Jinnouchi, ou Vovó, como todos a chamam. Como a orgulhosa matriarca de uma antiga familia guerreira, ( eles lutaram contra o ferradissimo Tokugawa, fundador da última dinastia de shoguns) ela mantém a familia unida, tem a última palavra, tem contatos em toda parte, e aparentemente, ainda dá porrada. em suma, a velha detona.

Summer Wars é um anime extremamente bem feito, de um tipo raro. Isso porque qualquer pessoa pode ver e se divertir, é, usando um clichê, diversão para toda a familia. É uma obra que me lembrou, e acredito que não só eu, animações do estúdio Ghibli, aquele do Totoro, A Viagem de Chihiro e outros. E isso é uma senhora apresentação para qualquer estúdio.

Não precisam acreditar em mim quando falo tão bem desse anime. Mas é melhor que o façam. Titio CB sabe o que é melhor para vocês. Então assistam. Vão me agradecer.




No mas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Adeus tenente Drebin.



Eu iria hoje continuar a história do fim da Guerra Biometal. Mas preferi falar de um fato que ocorreu essa semana.

Dia 28 de novembro faleceu, de pneumonia, o grande Leslie Nilsen. Ele estava internado desde o começo do mês no hospital. É um grande prédio branco com pacientes, mas isso não é importante agora.

Sujeitos da minha idade, a geração do final dos anos 70, começo dos 80 com certesa o conheceram em seus dois papéis mais famosos. O Médico em Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu e claro, o tenente Frank Drebin de Corra que a Policia Vem Aí.

Espero que tenha visto esses filmes. Do contrário toda sua vida não teve sentido até agora. Há menos que você tenha virado um vegetal.

Eu tinha acabado de ligar meu computador no trabalho e antes de começar a trabalhar mesmo, li sobre o acontecido em algum portal de nóticias, sei lá qual. Não foi meu melhor começo de segunda feira.

Não quero dizer que fiquei arrasado ou algo assim. Mas mes fez pensar sobre algumas coisas e como a vida pode, realmente ser engraçada.

Nilsen era um ator sério, participou de clássicos como O Planeta Proibido e O Destino do Poseidon. Fez papéis dramaticos na tv. E embora fosse um bom ator era, digamos, do segundo escalão.

E por ai foi. Até que os diretores Jim Abrahams, David e Jerry Zucker entraram em contato com ele e lhe disseram para fazer uma comédia. A principio ele não aceitou, sempre achando que era um ator sério. Mas os diretores o fizeram mudar de idéia, dizendo que não conseguiam parar de rir de seus filmes sérios. Isso revela um pouco da personalidade de Leslie Nielsen.

Pense comigo. Alguns sujeitos chegam e falam que toda a sua carreira foi mal direcionada e RIEM de suas tentativas de transmitir seriedade, credibilidade e outras emoções. E, ao invés de enfiar a porrada nesses sujeitos, Nielsen aceitou isso numa boa e embarcou no vôo 209 indo de Los Angeles para Chicago.

Foi quando sua carreira realmente começou. Depois disso veio a série Police Squad, a estréia do ten. Frank Drebin. Mas pelos mesmos motivos que tentei descobrir no post sobre ótimos desenhos cancelados, a série não durou muito. Dizem que acabou com apenas seis episodios porque, o então presidente da rede de tv ABC disse que, ao contrário dos programas de humor de então, era necessário que o espectador prestasse muita atenção nas piadas. Ou seja, como outros shows, o humor inteligente condenou o programa. Eu vi a série em VHS, muito tempo atrás. Era legendado e com alguma sorete, talvez alguem tenha colocado em algum lugar das internets. Procure, vale a pena. Senão veja no You Tube mesmo.

Mas Frank Drebin não sabia quando desistir, nem Leslie Nielsen ou o trio de diretores (conhecido na época com ZAZ, Zucker, Abraham e Zucker). E seis anos depois os cinemas seriam atingidos por The Naked Gun, ou Corra que a Policia Vem Aí. Ah, titulos nacionais.... tão imbecis normalmente, mas não consigo pensar em nada mais adequado.

Esse eu fui ver no cinema com meu pai. O que me chamou a atenção na frente do cinema foi o cartaz com aquele sujeito velho e com cara de zangado voando em uma bala gigante. E vi todos os filmes da franquia no cinema também. E muitas vezes depois, na TV, com a dublagem impagável. E em DVD, que fiz questão de comprar.

Com os anos fui acompanhando a carreira dele, conforme encontrava os filmes. Os antigos (Poseidon e o Planeta Proibido), o episodio que ele aparece em Creepshow, a Repossuida, Dracula, Morto Mas Feliz, Mr Magoo, Drácula, Morto Mas Feliz, entre outros.

Ocorreu uma coisa estranha com Nielsen após se tornar um ator de comédia. Ele passou a ser conhecido também como um sujeito maluco fora dos filmes. Não maluco Michael Jackson ou Mel Gibson, mas maluco legal.

Ele levava uma máquina que fazia barulho de peido para entrevistas coletivas, publicou uma autobiografia composta unicamente de mentiras, estrelou uma pequena série de videos educacionais de golfe, que absolutamente não ensina nada sobre o esporte. E por ai vai.

Ele foi indicado a vários prêmios, inclusive por Police Squad, foi feito cidadão honorario da West Virginia, e sendo canadense, ganhou a Ordem do Canadá. E meu Deus... em 2005, na sua provincia natal de Saskatchewan, ele foi apresentado para a VERDADEIRA Rainha Elizabeth II....

Com uma carreira de mais de cinquenta anos, Leslie Nielsen com certesa fez de tudo um pouco nesse ramo, até dublagem de desenhos. Sempre com talento e competencia. É fácil ver quando ele se esforsava para tentar salvar uma bomba, (cof cof, Surfistas Ninjas cof cof).

Mas Leslie Nielsen sempre estará no coração de todos principalmente como o tenente Frank Drebin.

E eu estou sério. E não me chame de Shirley.



domingo, 7 de novembro de 2010

Castlevania Lords Of Shadow






Antes de mais nada vou falar uma coisa, e vou falar em voz alta (é, estou escrevendo, mas não acabe com a minha metáfora).

EU GOSTEI DOS CASTLEVANIAS 3D NO PS2.

Agora que já admiti isso e perdi amigos e respeito, vamos em frente. Outro dia faço uma defesa pelo menos razoável desses dois jogos. Talvez. Mas vamos lá.

Esse Castlevania, o primeiro dessa geração tem uma historia diferente. Não é uma cria da Konami e de seu padrinho Koji Igarashi. Foi produzido por uma softhouse européia, a Mercury Steam. O que? Já teve outro Castlevania nessa geração? Castlevania Judgment? Não. Não era Castlevania. Você só está com sono.

Enfim, no lugar do Igarashi, a Konami mandou outro sujeito para vigiar a Mercury Steam e talvez, guia-los pela escuridão. Um cara chamado Hideo Kojima. Já deve ter ouvido falar. Mas esse jogo também tinha uma importante missão. Provar que poderia haver um bom Castlevania em 3D. Terá conseguido?

Um mimimi que tenho visto com frequência é "É cópia de God of War, ou Devil May Cry, ou Bayonetta." Por causa da corrente? Besteira. Os Belmont tinham uma desde sempre. Era um upgrade do chicote láááá no NES. Poderiam ter feito a mesma coisa aqui, mas fizeram algo mais interessante até, e que, no contexto da historia, faz mais sentido até.

A jogabilidade então? É, não dá pra negar uma certa influencia. Mas falando sério, como seria possível evitar? Esses jogos, em particular GoW e DMC pavimentaram o caminho. Mas olhando bem, essa influencia nem é tão grande assim em Lords of Shadow. A quantidade de inimigos é menor aqui, e depois de algum tempo fica claro que esse não é um jogo de pancadaria. É um jogo de plataforma. Os inimigos em Lords of Shadow vem em grupos menores mas são mais difíceis do que o normal nesse tipo de jogo. Você vai realmente levar muita porrada, principalmente antes de aprender como usar com eficiência a magia e o bloqueio. Vai mesmo ser morto até pelos mais tosquinhos. Acontece.

Mas o Belmont daqui é um porradeiro de primeira. Combos, movimentos especiais, magias de ataque ou cura, as famosas armas secundárias da série, tem de tudo. Com pouca dificuldade se aprende novos movimentos. Se você quiser apenas apertar os botões de ataque, vá em frente. Mas só vai te levar até certo ponto no jogo. É preciso dominar alguns movimentos mais avançados conforme se avança no jogo. Se fizer isso, e fizer bem, sua vida vai ser muito facilitada.

Plataforma e puzzles. Essa é a tônica do jogo. Enquanto as plataformas são bem boladas e definitivamente, você não vai sentir falta de controlar a câmera, como em tantos outros jogos cujas câmeras condenam seus jogadores há morte no abismo. E os puzzles, ah sim. Fugindo do incrivelmente batido esquema "empurre as caixas" são variados e desafiantes. E vão ficando progressivamente mais difíceis conforme o jogo avança. Mas se você estiver de saco muito cheio e quiser trapacear, os espanhóis da Mercury Steam lhe ajudam. Ao invés de te obrigarem a procurar a resposta na internet, basta olhar os pergaminhos que estão nos corpos de cavaleiros mortos. Ou mesmo a resposta do puzzle. Tudo pela sua conveniência.
E os gráficos? Não sou um cara que julga um jogo por isso. Mas Lords of Shadow vende muito bem esse aspecto. Bastante impressionante. Texturas, animações tudo bastante competente. No audio, efeitos sonoros caprichados e uma trilha sonora excelente, épica, sombria, tensa. O único senão é a falta das músicas clássicas da franquia, Bloody Tears e Simon´s Theme. Mas preste atenção na caixa de música de Baba Yaga.

E vamos a historia. Em 1045 O mundo está em colapso, pois, de alguma forma foi separado do Paraíso. Gabriel Belmont, membro da Sociedade da Luz, e para lutar contra o terrível estado em que o mundo se encontra deve derrotar os Lords of Shadow. Mas hoje em dia não dá pra dizer apenas "Mate o monstro." e as coisas não são tão simples. A amada esposa de Gabriel, Marie foi morta e ele parte nessa cruzada principalmente por saber que os Lords of Shadow possuem a "Máscara de Deus', com a qual seria possível ressuscitar sua amada Marie. Encontrando muitos inimigos e aliados (destaque para o Professor Xavier em pessoa, Patrick Stewart) pelo caminho, Gabriel vai se aprofundando mais e mais na escuridão.

Devo admitir, em um certo momento, pensei saber o que ia acontecer no fim do jogo. E me enganei, boas historias fazem isso com você às vezes. E realmente me confundi em um momento ou outro, mas foi por ter os outros Castlevanias na cabeça. Ah sim, esse é outro ponto. Quem estiver familiarizado com a franquia, vai notar muitos nomes familiares, muitos mesmo, como Rinaldo Gandolfi, Veros Woods, Wygol e mesmo referencias a Legend of Zelda. Vai mesmo descobrir que o bolo não é uma mentira. E até o filho mais famoso do padrinho do jogo, mr. Kojima, deixa um recado.

Castlevania Lords of Shadow é, enfim, um excelente jogo. Um dos "sucessos surpresa" do ano e merecido. "Mas por que surpresa CB? Todos esperavam esse jogo." É verdade. Mas poucos esperavam que fosse tão bom. Quantos não tinham aquela impressão ruim, que seria um jogo ruim, Castlevania só é bom em 2D....

É bom estar errado às vezes, certo? Mas eu acreditei nesse jogo e então acertei.

No mas.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Meu plano para essa postagem era falar sobre alguns blogs e sites que visito com frequencia. Ia. Mas algo mudou. E por acaso resolvi explicar/descarregar uma pequena frustração que tenho. E falar sobre a idiotice humana.

Todos tem uma série, ou desenho ou mesmo uma banda que acha ótimo mas acabou por alguma razão cretina. E em muitos casos fica aquela pergunta, "por que?".


Eu não tenho as respostas. E para algumas coisas, não há mesmo resposta. Só um grito "MALDITOOOOOSS!!!!!"

E hoje crianças apresento para vocês..



DAVE O BARBARO




Dave é um barbaro imensamente forte, que usa seus braços grossos como troncos de árvore, seu torax do tamanho de um carro e sua espada mágica para.... fazer arranjos de flores e esculpir pequenos animais de madeira. Apesar de ser covarde a ponto de se assustar com a propria voz, ele defende o reino junto com suas irmãs. Candy, a mais velha e atual regente, mais interessada em compras e ser a barbara mais popular que no reino e Fang, pequena e selvagem guerreira, absolutamente inofenciva para qualquer coisa maior que um inseto (ou menos, ela já apanhou de uma ameba), seu velho tio Oswidge, feiticeiro, capaz de grandes magias como fazer aparecer sorvete ou fazer crescer os cabelos das proprias costas e Lulu a sarcastica espada magica e Faffy, o pequeno dragão de estimação e seu QI de um dígito.

O rei e a rainha de Udrogoth sairam pelo mundo para enfrentar o mal, mas o proprio reino não está seguro. Viloes como o Lorde das Trevas Chuckles, o Porco Bobo, um porquinho rosado dono de incriveis poderes mágicos e repletos de planos estupidos. O imenso Quosmir, Deus das Calças Lavadas, metade cobra, metade homem, todo complexo de inferioridade e que tenta esconder a careca com o truque de deixar o cabelo do lado crescer e pentear em cima da parte calva. E o patético Ned Frischman, o homem do distante futuro de 1994, dono do Ziper do Tempo, ele tenta dominar o passado usando game-boys e piadas velhas (não eram velhas na Idade Média).

Mostrando as aventuras da familia real, sempre repletas de insanidades como a vez que o trono real foi usurpado por um duende que mora em um toco de arvóre ou quando o Lorde das Trevas, Chuckles, sequestra o narrador e o usa para controlar o destino de todos, o humor da série é bastante inteligente, embora tenha muitas piadas fisicas, o fino são realmente as tiradas e o humor bem sacado. O que explica seu fim. De fato, como as piadas fisicas ficam em segundo plano, o publico alvo dos executivos da emissora, crianças pequenas, perdem as piadas e o interesse no show. Apesar de ter sido aclamado pela critica, a audiencia era baixa. Foi cancelado com apenas 21 episodios na primeira temporada.







UMA ROBÔ ADOLESCENTE



Pense assim. Se você construir um androide, um robô, dotado de um arsenal imenso, canhões, metralhadoras, misseis e tudo mais, com uma força absurda, capaz de derrotar exercitos e dotado de uma avançada inteligencia artificial você o criaria com uma mente de adulto, com dicernimento e entedimento de seus atos? Uma mente de criança, para aprender e evoluir como inteligencia? Ou o faria como um estranho ser, nem uma coisa nem outra, instavel e inseguro, tomando todo tipo de decisão errada e ainda se achando correto? Em suma um adolescente?

A dra. Nora Wakeman escolheu a última opção e isso levou a um desenho fantástico. A robô adolescente do título é Jenny Wakeman, ou XJ-9. Depois de sua construção ficou isolada em casa até, como qualquer adolescente, desobedecer à mãe, como ela chama a dra Wakeman. No grande Mundo Lá Fora, Jenny encontrou amigos como os irmãos Brad e Tucker, um admirador, o nerd Sheldon e até acabou sendo matriculada na escola.

Lá, encontra as populares primas Crusty, que a detestam e tentam expulsar Jenny da escola, ou no minimo tornar a vida dela um inferno. Jenny tenta a todo custo viver como uma adolescente normal, se divertindo e saindo com os amigos, mas está constantemente tendo que lutar contra monstros e alienigenas. Entre esses, os robôs do Aglomerado (Cluster, no original). Sua líder, Vexus, quer alegadamente "libertar" os robôs da Terra da opreção humana.

A despeito do bom humor do desenho, em a relação com o Aglomerado (que é um nome muito comprido, então vou só chamar de Cluster daqui em diante, se acostumem) a coisa fica um pouco diferente, às vezes. Vejam, a Terra tem muitos robôs, mas poucos com inteligencia artificial. Embora Jenny seja bem aceita pelos habitantes de sua cidade, Tremorton, principalmente devido às suas ações como heroina, esses mesmos habitantes discriminam Jenny, normalmente se ela causa algum estrago maior durante as lutas, ou depois de algum plano mais elaborado das primas Crusty, lembrando-na que ela é um robô, nunca uma adolescente humana. Quando ela acabou no planeta Cluster-Prime, não era diferente dos outros habitantes de lá, todos eram robôs. E ela ficou inclinada a lá ficar. Acabou voltando e se querem saber porque, assistam.

Ao contrario de outros desenhos dessa lista, esse teve até uma vida longa, quer dizer 40 episodios, mais ou menos o mesmo que leva uma luta curta em Dragon Ball Z. Problemas na produção da terceira temporada e baixa audiencia acabaram com o desenho.

Um diferencial desse desenho é o estilo dos desenhos em si. Os fundos em art-déco e o estilo simples dos personagens, me lembram um pouco as produções dos anos 50, principalmente os velhos desenhos do Mr Magoo. Isso é bem visivel nos cenários e no titulos dos episodios.

Ah, bons tempos que esses desenhos muito antigos, como o Mr. Magoo, Pantera-Cor-de-Rosa e outros, muito velhos e escelentes passavam na TV. Me permitiram conhecer essas boas produções, mesmo sendo muito mais velhas que eu. Se eu perguntar pro meu sobrinho quem é o Hong-Kong-Fu vai ser o mesmo que perguntar o sentido da vida, do universo e tudo mais.

42.



EL TIGRE





E voltamos para o absurdo. Uma Robô Adolescente tinha lá seus momentos assim, mas não como Dave o Bárbaro e esse aqui. El Tigre, As Aventuras de Manny Rivera é estrelado pelo, como espero que tenham percebido, El Tigre. Usando um cinto mágico, Manny se transforma em El Tigre e às vezes combate o crime na Cidade dos Milagres. Digo às vezes, pois, com uma certa frequencia, Manny usa seus poderes para cometer atos pouco louváveis.

Ele vive dividido em seguir os passos heroicos do pai, o lendário White Pantera, ou do avô, o super-vilão Puma Loco. Enquanto normalmente aja como heroi, acaba fazendo pequenas vilanias, sempre que tem a chance de se divertir. NÃO ajudando ele a se decidir está sua melhor amiga Frida, responsável por algumas das melhores falas do desenho. Frida tem um bom coração, mas como Manny, tem a tendencia de colocar a diversão sob o respeito à autoridades ou mesmo ao bom-senso.

Sua galeria de vilôes (ou só adversários, dada a indecição de Manny entre heroismo e vilania) é de fazer inveja ao Batimá, e MUUITO melhor que a do Superman. A pior é Sartana dos Mortos, uma zumbi de 200 anos que junto com seu neto, Django quer dominar a cidade. E espero que você tenha notado que os nomes deles são referencia à Sartana e Django, dois dos maiores personagens de faroeste italiano. Vá assistir e volte quando tomar vergonha na cara, seu borra-botas.

Outros vilões incluem O Urso, um cara grande e peludo, incrivelmente forte e estúpido. A Máfia do Bigode, cujos fabulosos bigodões tem vários poderes e o Titã Titaniun, que queria ser parceiro do White Pantera mas acabou indo pro lado do mal.

E valem menção também os vilões aposentados El Tarantula, Mano Negra e o russo Camarada Caos. E o bigode que Manny criou, Raul, e que salvou a vida dele várias vezes.

Diferente de Dave, o humor de El Tigre é bem dividido entre o humor fisico e o excelente texto, mas mesmo assim não foi o bastante para impedir seu cancelamento com 26 episodios. O que é incrivel se pensarmos que foi indicado, e venceu, alguns prêmios Emmy e não há historias de baixa audiencia. Teve um jogo para PS2 e Nintendo DS.

Não dá pra saber o que passa na cabeça de executivos que cancelam um show ganhador de Emmy e mantém I-Carly...

Na verdade dá pra saber...



MEGAS XLR



Esse tem uma historia de sobrevivencia. Os criadores Jody Schaeffer e George Krstic produziram um desenho pra MTV americana chamado Downtown, (nunca assisti). Depois de uma temporada o desenho foi cancelado e parece que ficaram algumas mágoas, (isso será um pouco importante mais tarde). Foram para o Cartoon Network e lá produziram Megas XLR. E pra variar, após 26 episodios, duas temporadas curtas, foi cancelado. O Cartoon não passa mais o desenho e por alguma razão, tambem não lança em DVD. Não, nem em Blu-ray.

Mas enfim, Megas XLR mostra as batalhas de Cara, (Coop no original, não sei o porque da mudança), um gordão imenso, nerd total piloto/motorista do imenso mecha, Megas, seu amigo covarde e paquerador fracassado, Jamie e Kiva, a garota do futuro que seria a piloto original do Megas.

No futuro os humanos estão levando um coça da raça guerreira dos Glorft. A única chance, antes que as últimas defesas do planeta caiam, é enviar ao passado um prototipo roubado dos Glorft e modificado para ser pilotado por Kiva. O prototipo, Megas, ou Mechanized Earth Guard Attack System ( traduza se quiser...), seria enviado alguns anos no passado para uma batalha decisiva entre os Glorft e a Terra. A Terra perdeu esse combate, mas usando o Megas a resistencia espera virar o jogo.

MAS, as coisas dão errado e durante os procedimentos para a viagem no tempo Kiva e Megas são lançados, separados, para um passado ainda mais distante. Megas cai num ferro-velho na cidade de Nova Jersey, ficando soterrado por lixo por 50 anos. E é comprado por 2 dólares pelo Coop (me recuso a chama-lo de Cara). Os Glorft seguem Megas pelo tempo a bordo de sua imensa nave de combate e atacam a Terra. Kiva, chega logo depois, mas devido as modificações que Coop fez no Megas, não consegue pilotar. Modificações essas que, diga-se de passagem incluem substituir a cabeça destruida por um carro, um Plymouth aparentemente, e controlar a maquina com um controle de Mega Drive por exemplo.

E seguem-se várias batalhas, tanto contra os Glorft quanto com outros inimigos, como o estranho Magnanimus, promotor de lutas espaciais, a poderosa arma R.E.G.I.S Mark 5 ou Skalgar, um ser gigantesco e maior criminoso da galáxia.

E por ai vai. Megas é feito de referencias. À quase tudo que conhecemos como cultura nerd. É só prestar atenção, e nem presisa ser muita, para reconhecer personagens de Sailor Moon, Super Mario, Transformers, o Mr. T. Macross, Patrulha Estelar, Halo e muitos mais para citar.

E o elenco de dubladores da versão original é foda. Tia Carrere, você sabe, a gostosa namorada do Wayne em Quanto Mais Idiota Melhor, Bruce Campbell, porra, o Ash de Evil Dead!! E Peter Cullen, OPTIMUS "FUCKING" PRIME!!! Fora que na versão nacional temos Guilherme Briggs dublando o Coop, não é seu melhor trabalho, (prefiro o Freakazoid e o Babão).

Mas como Guilherme Briggs falou certa vez, pena que não entenderam a piada. Os executivos do Cartoon Network, alegando a velha "não dá audiencia o bastante e mimimi...." cancelaram tudo. E eu me pergunto, Andy e seu Esquilo teve 52 episodios. 52!!!!!

Isso parece acontecer com frequencia, fãs de séries sabem bem como é isso, principalmente quem gosta de coisas da Fox, conhecida por cancelar séries a torto e a direito.

Infelizmente, executivos de visão estreita estão no controle. Enquanto condenam bons desenhos a poucos episodios, garantem vida longa a abominações da naturesa como Thornberrys, I-Carly ou Hannah Montana.

Não há desculpas para Hannah Montana.

No mas.

domingo, 10 de outubro de 2010

Review de game -Das Antigas - Gaiares

Alguns anos atrás, eu tinha muito tempo livre e não sabia o que fazer com ele. Claro, algumas pessoas teriam procurado empregos ou ocupado seu tempo ocioso em busca de outras pessoas para fazer sexo. E outras não se incomodariam em arranjar parceiros para fazer sexo.

Eu não. Resolvi fazer reviews e postar em algum lugar. No caso, o fórum do Outerspace. Não me orgulho disso.

Não me olhem assim, todos, em algum momento já ficaram fuçando por lá ou fóruns semelhantes, ouvindo trolls e "istas". Eu sei que vocês fizeram isso, não tentem me enganar.

Mas falo sobre fóruns e afins em outra ocasião. Naquele período escrevi sobre jogos antigos e entre eles um que considero clássico. Não acho que alguém mais pense assim. Não pela qualidade do jogo, mas pelo seu obscurantismo. O jogo em questão é um shmup, ou como chamam na rua de casa, jogo de navinha. O review que postei no fórum Outerspace era bem pequeno e superficial, essa é a "versão do diretor".

Além de repostar e aumentar o texto, vou reescrever algumas partes, pois, sinceramente, não acho que ficaram boas. Sou um critico feroz de mim mesmo, feroz o bastante para ter sérias discussões comigo mesmo. Eu sempre perco.


Gaiares, a pouco conhecida jóia espacial.





A HISTÓRIA

No ano 3000 a Terra se tornou um lixo tóxico, arrasada pelos humanos e se tornou uma desolação inabitável. Na verdade, parece uma previsão otimista das coisas. Vamos conseguir isso em bem menos tempo. MAS, terroristas espaciais, os Gulfer, liderados pela Rainha ZZ Badnusty (que nome), planejam colher a poluição para criar armas de destruiçao em massa. O Aglomerado Estelar Unido de Leezaluth, governantes da galáxia, mandam um aviso para a Terra sobre os planos dos Gulfer. E um ultimato. Se os humanos não conseguirem deter os Gulfer, o Aglomerado seria forçado a tornar o Sol uma super-nova para impedir os terroristas. Mas, se tiverem sucesso, Leezaluth lhes dará um novo mundo, semelhante a Terra para migrarem.

É uma situação curiosa, quer dizer, os terroristas espaciais vão usar nosso lixo tóxico para matar incontáveis inocentes pelo cosmo. Mas acho que isso limparia nosso mundo conforme eles levassem o lixo. Pondo as coisas na visão dos nossos dirigentes atuais, os Gulfer seriam nossos aliados. "Vocês vão matar bilhôes? Ah, mas vão deixar nosso mundo limpinho."

Só que os politicos do futuro tem altruimo (implantado geneticamente, só pode ser). E resolve lutar contra os terroristas. Mas o custo de implantar altruismo nos seus politicos quebrou a economia e a Terra não tem mais condiçoes de sustentar uma campanha militar. A única chance é mandar um jovem piloto, Dan Dare. A sua nave é armada com uma poderosa arma experimental, o Sistema TOZ. O Sistema é operado por Alexis, uma emissária de Leezaluth. Ela deliberadamente apagou de sua mente as memórias de sua cultura para poder ficar na Terra e lutar ao lado de Dan, uma coisa que não entendo até hoje. Ela deve ter tido namoros muito ruins antes de conhecer Dan.


Dan, Dentro da nave e Alexis











Natasha, a rainha do Aglomerado e ZZ Badnusty A rainha ciborgue dos Gulfer


Jogabilidade

Gaiares é um jogo muito dificil, algo no nível de R-Type, ou mais dificil até em alguns pontos. E eu estou falando de coisa séria aqui. Não é incomum acabar levando um game over já na segunda fase. Prosseguir nesse jogo é uma questão de ter bolas de aço, como é comum em shmup de boa qualidade. Se você morreu é porque você errou. Não culpe a nave, seu bosta! Ela tem três velocidades, facilmente ajustáveis com um botão, e nem sempre é bom estar em velocidade total. Os controles são macios e a nave responde de modo excelente. Mas dificuldade insana não abate alguem que joga shmups. Eles preferem assim. SE, o jogo for bom. E Gaiares é.


Há 19 armas diferentes, cada uma com três níveis de poder, a aparencia e efetividade de cada arma varia com o nivel dela. E tudo depende do Sistema TOZ. Ao ver o satélite ao redor da nave logo se lembra de R-Type, mas na minha opinião o TOZ é muito mais criativo e efetivo.
É simples, o Toz é arremessado contra qualquer inimigo, até os sub-chefes, e absorve uma variação da arma daquele inimigo. Cada contato aumenta o nível da arma capturada. Apesar de muito boa, idéia nunca foi copiada totalmente até hoje, em Darius Gaiden dava para controlar os sub-chefes, em G-Darius e Macross: Scrambled Valkyrie do Snes dava para controlar pequenos inimigos e Einhander, do PSOne você pegava as armas dos inimigos.

O sistema TOZ


E como o jogo é muito dificil, é necessario usar o TOZ controlado por Alexis o melhor possível. E é na escolha das armas que está o segredo desse jogo. É preciso um planejamento cuidadoso. Em pouco tempo você vai estar tentando lembrar qual inimigo dá qual arma e testando o TOZ em novos inimigos para ver novas armas. E ficando puto quando sua nova arma é uma porcaria comparada com a anterior. Acontece.


Gráficos

Um dos melhores gráficos em shooters na geração 16-bits e muito bons até para a geração posterior. O primeiro nivel, com suas estrelas e o campo de asteróides é magnifico. E continua muito bom, com muitos ótimos efeitos, como submerção, hipervelocidade, sem sinais de slowdown ou quebra de gráficos. Isso no Megadrive. Se o seu colega tinha um SNES e ficava te jogando na cara os graficos fodassaralhos, mostrar Gaiares normalmente o calava. Isso ou um soco na boca. Os chefes são um espetáculo á parte, todos enormes e bem animados.



A primeira fase e seu belo campo de asteroides.


Dois dos chefes. Uma sereia robô. Simpática.



SOM E MÚSICA


Os efeitos e a música são excelentes, as músicas dos chefes em particular. Como provavelmente você vai ouvir muitas vezes, devido à morrer várias vezes, é bom que elas sejam de qualidade.

CONCLUSÃO

Esse é um jogo que qualquer amante de schups deve buscar, e os não amantes deveriam ver. Não é um jogo facil, mesmo assim a qualidade do titulo vai manter você preso à ele.


Eu não tinha um Megadrive na época e convenci meu primo a comprar esse jogo. Tinha visto um preview na defunta revista Supergame que, como era costume da revista na época, falava bem dele. Não que estivesse errada nesse caso. Mas vou ser sincero, o que me convenceu, e provavelmente também ao meu primo, foi a capa. A capa japonesa original, aquela lá em cima. Você sabe qual, a da mulher nua atrás da nave. Vai lá ver de novo, eu espero aqui.

...


Viu? Bom. Agora, se eu tivesse visto ISSO, a capa americana, estaria correndo até hoje.




No mas.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Como começar?

A idéia básica do mundo que chamamos de Light Seed (na verdade é o nome da primeira historia, mas acabou sendo o nome "informal" do mundo) é que se passa na Terra. Não a Terra como a conhecemos pois a magia sempre existiu nesse mundo e isso, assim como a presença de outras raças inteligentes, ou não, tornou a historia dessa Terra bastante diferente da nossa historia. Mesmo a geografia é diferente em alguns aspectos. Mas ainda assim, é muito parecido.

O All me chamou a atenção em como mostrar esse mundo de forma coordenada. Como criamos isso na forma de uma historia, é dificil até pensar de onde começar. Pensei no formato de um livro de historia, mas não parece interessante, chato, até.

Incrível, se o All e eu começássemos a discutir a historia da Light Seed seria muito fácil saber de onde começar, mas aqui, é até dificil começar.

Eu tenho alguns textos já prontos que explicam partes do mundo, mas temo que, simplesmente colocados aqui, fora do contexto, sejam confusos ou mesmo incompreensíveis. Provavelmente pela forma como os escrevi.

Na historia, uma das personagens, é escritora e publicou, entre outros textos, trabalhos sobre historia. E os textos são escritos como esses pequenos tratados, no modo dela de escrever.

Como esses textos já estão prontos, alguns só precisando de uma lapidada aqui e ali, vou começar com eles mesmo.

Qualquer pergunta é só deixar nos comentarios. Dependendo, posso responder ali mesmo ou em um texto maior. E alguma sugestão sobre como começar será também bem vinda.

No mas.