quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Beat´em ups- Vivos ou Mortos? Parte Três


E a parte três. Isso está sendo mais demorado do que imaginei no começo.


The Punisher




Dois jogos do Justiceiro são, merecidamente, os mais lembrados. A versão de arcade da Capcom e a mais recente do PS2. A versão de arcade é muito parecida com Captain Commando, também da Capcom. Na verdade parecida demais. Mecanicas, jogabilidade, gráficos.... tudo muito igual, mas no universo da Marvel. Legal, mas.... meh. Já foi feito antes. A versão de PS2 NÃO é um beat únp, é um jogo de tiro em terceira pessoa. Mas a história, do maluco Garth Ennis, responsável pela melhor fase de Frank Castle nos quadrinhos, e principalmente o engenhoso sistema de tortu.... tratamento de criminosos fazem desse um puta jogo. E jogar é muito bom também.


Frank Castle, visto aqui dando um tiro no saco do Wolverine. E isso é pouca doidera do que o escritor Garth Ennis fez enquanto fazia o título.





The Incredible Hulk: Ultimate Destruction






Então você é um nerd ridiculo que se torna uma enorme, incontrolável e furiosa besta verde? O que fazer se suas mãos agora são muito grandes para usar o teclado e o mouse? Quebrar tudo ora!

E deram um grande mundo sandbox para brincar. E de quebra muitos golpes e combos, objetos transformáveis em armas, incluindo o favorito da galera, carros feitos de luvas de boxe. Também se incluem um sistema de alerta tipo GTA, progressivo, quanto mais estrago você causa maiores são seus problemas. Quer dizer, é fácil para o Gigante Esmeralda lidar com policiais e suas viaturas, mas depois as coisas vão indo para helicópteros, tanques, jatos e os enormes mechas "Hulk-Buster". Vira um caos bem rápido.

A história é muito interessante, envolvendo o dr. Sansom, Emil Blonski, mais conhecido como o Abominável e outras cositas do universo do Hulk.

As coisas não são perfeitas no entanto. Os gráficos são ok, nem incríveis nem ruins. A parte sonora, fora os hilários gritos desesperados dos humanos fracotes e os rosnados do Hulk são apenas passáveis. Embora sejam muito grandes, os cenários (cidade, deserto e o outro) são separados uns dos outros. É preciso ir à um dos pontos de salto, voltar para a igreja e daí partir para o outro cenário. Essa operação toda não é rápida e quebra o ritmo da ação. E os cenários não são tão destrutiveis quanto gostaríamos. Em particular na cidade grande isso se torna visível e um pouco frustrante. Apenas alguns prédios podem ser derrubados, em um efeito bem legal e catastrófico. Mas são poucos. Claro, faz sentido se pensar que, ou a cidade ficaria reduzida a escombros durante toda a sua partida, enquanto você usasse aquele save, ou os prédios reaparessessem magicamente quando o console é religado. Opções pouco interessante ou pouco realistas. Bem talvez seja melhor como está. Os prédios que você derruba, permanecem derrubados.

Seja como for, é relaxante demais correr como uma força da natureza e destruir (quase) tudo em seu caminho. E felizmente, sem rasgar as calças.

NOTA 8






The Warriors






Se tiver sorte, ainda é possível assistir Os Selvagens da Noite em alguma madrugada. Ou procurar pelas internets. Faça o que fizer, assista. O filme transpira "anos 80" por todos os poros mas é fascinante mesmo para quem não viveu aquela época.

O problema das gangues era endêmico em Nova Iorque naquela época. E como Adam, Axel e Blaze sequer tinham nascido, parecia que assim seria para sempre. E mais, o líder dos Riffs, a maior das gangues fez uma conta simples. 60 mil membros de gangue + 20 mil policiais = lucro. É só pegar, sacaram? E usando a influencia, para não falar do medo, dos Riffs, reuniu, em paz, representantes de todas as gangues em um parque e dividir com eles sua visão. É claro que ia dar merda.

Durante seu discurso, foi baleado pelo psicótico líder dos Rogues, que ainda conseguiu culpar a gangue dos Warriors. A palavra nas ruas então era "Matem os Warriors!" E começa a desesperada corrida dos Guerreiros até a segurança, relativa, de seu território em Coney Island. Muito sangue será derramado no caminho e muitos sonhos e ossos quebrados. Tá, esqueçam a parte dos sonhos.

Esse é o filme. O jogo evita a "Maldição das adaptações de filmes" e resolve contar a historia dos Warriors desde a sua fundação, cerca de dois anos antes, mostrando como os personagens do filme se tornam Warriors e acrescentando alguns detalhes aqui e ali. Pra depois partir para o filme.

Os gráficos são bem simples para o PS2, os personagens em particular, ainda que seja facilmente reconhecíveis quem é quem no filme. Os cenários, por outro lado, são muito bem feitos e texturizados. A música é a típica seleção da Rockstar, ritmos da época e boas músicas próprias.

Mas isso tudo é pouca coisa perto do prato principal. A pancadaria. Tem qualquer coisa de muito básico nos imensos quebra-paus que se instalam e principalmente, em controlar um sujeito que bate como um cara normal. Um Warriors dá socos e chutes e usa objetos como qualquer um de nós faria, se tivesse um monte de parafusos a menos. Quero dizer, nenhum deles parece ter tido o menor treinamento em nenhuma arte marcial ou algo do tipo. Só tem muita raiva e instinto cruel. E amigos. Cada vez que você controla um Warriors é possível dar ordens aos outros do seu grupo. Ficarem quietos, ou dar cobertura, te seguirem ou simplesmente quebrar tudo e todos. E quando as coisas ficam feias, chame seus amigos pra te ajudar. E você ocasionalmente vai ter que sair em ajuda deles.

Entre pichações, roubos de lojas ou toca-fitas de carro, assaltos, invadindo territórios ou defendendo o seu, usando substancias ilícitas, batendo em policiais, fugindo deles e outras coisas caóticas, The Warriors vai ocupar muito do seu tempo. Tem que ser Guerreiro!

NOTA 9




Yakuza






Vou continuar no submundo do crime, mas falar de um sujeito que não podia ser mais diferente dos Warriors e na minha opinião, poderia destruir a gangue toda.

São, até agora, três jogos da série Yakuza e só joguei o primeiro. Uma falha que pretendo retificar em breve. Mais rápido que o tempo que esperei para usar a palavra "retificar".

O nome original do jogo é Ryū ga Gotoku, "Como um Dragão". Acho que o nome Yakuza não seria bem recebido por algumas pessoas no Japão.

Kazuma Kiryu era um yakuza e depois de passar dez anos na cadeia descobre que seu melhor amigo está desaparecido, junto com dez bilhões de iens, ele ainda é um homem marcado pelo crime que o jogou na cadeia e sua vida ainda está longe de ser tranquila.

A historia é bem mais complicada que isso e foi escrita por Hase Seishu, que é um cara de sucesso lá justamente por esse tipo de história.

Kazuma é do tipo "bom bandido", você sabe, um cara com coração de ouro, que gosta de crianças e filhotes e de quebrar as costelas de quem fica em seu caminho. E muitas costelas são quebradas, assim como ossos sortidos e objetos variados.

As lutas em Yakuza acontecem durante suas andanças pela cidade, lá vai você cuidando da sua vida, algum babaca diz uma coisa e se você quiser pode simplesmente continuar correndo e despista-lo rapidamente ou parar e imprimir a fuça dele nas paredes. E Kazuma tem um arsenal bastante variado de formas de fazer isso. Além dos golpes básicos, é possivel aprender, com um sensei, não meramente usando pontos de experiencia, mais golpes e combos. E ainda usar de forma muito criativa objetos espalhados pelo cenário. E poucas vezes se viram golpes parecerem tão pesados. Dói em você quando Kazuma aplica um soco ou um chute em algum infeliz.

Yakuza pode ser considerado o sucessor espiritual de Shenmue, também da Sega, principalmente pela jogabilidade em geral. Você é livre para explorar a cidade e fazer muita coisa fora da história. E tem gente que diz que GTA é original nesse aspecto. É, tem muito mais liberdade que Shenmue, mas é fácil seguir um caminho já trilhado.

Você conduz Kazuma por uma pequena área da cidade, repleta de atrações e atividades além da história, como cassinos, pachinko entre outros e host clubs, onde é possível passar um tempo agradável com saboro.... fascinantes garotas. O local é repleto de lojas onde é possível comprar itens úteis e toda sorte de quinquilharias legais.

Yakuza é realmente um excelente jogo, que chegou no quarto episódio pelas suas qualidades, mas não é perfeito. E o principal problema é o tamanho da área que você tem para andar. O jogo está restrito a um bairro. Ok, o lugar tem algumas áreas diferentes umas das outras, há momentos em que você sai do lugar e tal, mas em 90% do jogo você vai ficar andando pelas mesmas ruas, e se quiser ver tudo que o jogo oferece, vai andar MUITO por essas ruas. Isso acabou me afetando, e sou um cara que releva muita coisa, principalmente se posso dar porrada durante a caminhada. Imagino como atingiu outras pessoas.

Mas isso não abalou a popularidade do jogo e o quarto capitulo, apesar de parecer uma maluquice total pelo que vi, ainda mostra o fôlego da franquia.

NOTA 8


Esses olhos frios vão ser a penultima coisa que vai ver antes de perder a conciencia. A última será um punho enorme.




Bayonetta






Outro jogo da Sega, Zweist? É camarada. A casa do Sonic andou lançando umas boas pancadarias de uns tempos pra cá.

Ok, a primeira coisa que algumas pessoas pensam quando jogam Bayonetta é "Cópia de Devil May Cry/ God of War".

Não dá em absoluto pra negar a influencia desses jogos , seria até idiota tentar. Mas Bayonetta pegou as excelentes mecânicas desses dois jogos e refinou e explorou até onde foi possível. O fato do criador de Dante também ter criado Bayonetta deve ter ajudado. O resultado?

O combate é fluido, veloz e intuitivo. A partir de um certo ponto do jogo é preciso dominar bem as técnicas de esquiva e principalmente o Witch Time, que desacelera o tempo para ficar vivo. E ajuda também o bom arsenal com que Bayonetta conta. Chicotes, escopetas, espadas e outras armas.

"Armas? Mas espera, isso não transforma o jogo em um hack´n slash? " Como você é chato, heim? É. transforma. Sim e não. Da mesma forma que DMC as armas de fogo e brancas são usadas como partes de combos maiores, que acabam usando socos e chutes. E por sinal os combos acabam em foderosos golpes, nos quais Bayonetta usa o cabelo que compõe sua roupa e em consequencia fica mais e mais pelada conforme os combos progridem. Então se esforcem rapazes.

E nem vou mencionar as sequencias onde ela invoca cramunhões demonícacos para acabar com os chefes.

A historia é uma maluquice só. Bayonetta é uma bruxa de séculos de idade e está tentando descobrir sobre seu passado ao mesmo tempo que lida com anjos que querem a pele dela, uma misteriosa seita, um repórter chato e uma misteriosa menininha. Fora outra boazuda com poderes parecidos que também quer acabar com ela. E Bayonetta nem sabe bem porque boa parte desse pessoal está atrás dela.

Os gráficos são muito bons, com excelentes texturas e uma trilha sonora muito foda. Um toque de jazz, ou mais precisamente acid-lounge e uma versão de Fly Me to the Moon do Sinatra. Quê? Não sabe quem é Frank Sinatra? Filisteu... É aquela mesma música do encerramento de Evangelion. Sabe agora? Não? E viveu até agora por que?

Mas um aviso, Bayonetta pode ser tornar muito dificil mesmo na dificuldade Normal. Mas vale a pena para poder acompanhar uma das personagens mais sexy já feitas. Quer dizer, uma bruxa porradeira, com roupa de couro e oclinhos de professora safada e longas pernas e um trase.... é melhor dar logo a nota.
NOTA 9



Não precisei de muitos motivos para colocar essa imagem.


No mas.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Beat´em ups- Vivos ou Mortos? Parte Dois

E estou de volta. Reforma na casa, um gato que apareceu e resolveu ficar, eu chamo ele de Dr. Evil, não sei por que. Por isso o atraso de uma semana. Mas vamos cortar o lenga-lenga e partir pra porrada.


Final Fight




E agora chegamos a um dos clássicos incontestáveis. Entre os fãs do gênero, o título de "qual o melhor" se divide entre esse e Streets Of Rage, ambos tendo defensores fanáticos. Não vou me meter nessa briga, não agora pelo menos. De qualquer forma, quando Final Fight foi lançado, os beat´em ups já estavam estabelecidos, mas da mesma forma que fez com os Survival Horror e Fightng Games, a Capcom criou o jogo que as pessoas lembram em primeiro lugar.

E rapaiz, que jogaço. Jogabilidade veloz e intensa, ondas de inimigos cruéis e bem bolados, excelente música, sprites enormes... um trabalho completo poucas vezes visto.

Você pode escolher entre o enorme prefeito Haggar, o brigento Cody ou o ninja de tênis, Guy. O objetivo é resgatar a filha de Haggar ,sequestrada pela gangue Mad Gear. Há, a clássica divisão entre os três personagens, o cara forte e lento, o veloz e fraco e o equilibrado. Mas, nunca notei muita diferença entre Guy e Cody, fora alguns golpes. E achar a voadora do Cody mais eficiente.

Para muitos, Final Fight foi o ápice evolucionário dos beat´em ups. Talvez. O segundo jogo também era muito bom, trocaram Guy e Cody pelo brasileiro Carlos, pois esse é o único nome brasileiro que a Capcom conhece (bem, pelo menos lembraram da gente, e podia ser pior, podia ser Miguelito ou Sancho) e a ninja loira pernuda Maki. A mecânica do jogo não mudou nada e para muitos, não tinha por que mudar mesmo.

Um erro que o terceiro jogo trataria de conhecer bem. Era simplesmente mais do mesmo em uma época que isso já não era mais tão apreciado.

Joguei as versões de arcade e SNES do primeiro, inclusive, é um port bem feito, EXCETO pelo fato que só era possível um jogador, Guy caiu fora, Poison e Roxy foram trocadas por punks genéricos e outras mudanças censurentas. Mas servia na época.



E como é dificil achar uma imagem "para menores" da Maki...


NOTA 9 (Arcade) 7 (SNES)
NOTA 9 (O segundo)
NOTA 7 (Terceiro)


Streets of Rage





E eu seria brutalmente espancado se não mencionasse essa série logo após Final Fight. Na verdade já me arrisco tendo mencionado depois. Mas sigamos. A Sega, provavelmente de olho no sucesso da Capcom reuniu seu pessoal e lhes ordenou algo para bater de frente com Final Fight. Não dá pra chamar de cópia, pois Streets of Rage (SoR, como vou chamar) tem identidade própria.

Um sindicato do crime governa a cidade, os últimos policiais honestos saem pelas ruas para botar as coisas em ordem na porrada. Blah blah blah.... Isso importa? Sério?

Temos os três personagens de praxe, (o rápido, o forte, o equilibrado), com a diferença que:A- A diferença entre o forte e o equilibrado é pequena. Axel e Adam são quase iguais, mas logo falo porque Adam é o melhor.
B- O personagem rápido é.... uma mulher. Sim. Eu sei que isso se tornou comum, mas na época não era, tá? Blaze foi uma primeiras porradeiras dos games, precursora de muitas. E quem, QUEM, entre os moleques que jogaram na época não pausou o jogo para ver se dava pra ter um vislumbre da calcinha dela durante a voadora? Canalhas! E dava pra ver na versão japonesa. Na americana não.

De toda forma, SoR buscava se diferenciar de seu concorrente em alguns detalhes importantes. Por exemplo, quando apanhando pacas em FF (Final Fight , porra! Não Final Fantasy.), você pode usar um golpe especial para derrubar os inimigos ao seu redor, a custo de um pouco de energia. Axel e seus amigos, no entanto podem chamar reforços, na forma de uma viatura de policia e um policial armado com um lança-foguetes ou uma metralhadora gatling e LIMPAR a tela. Só dava pra fazer isso uma vez por cada vida, a menos que você encontre um item especial. E também haviam finais diferentes para cada personagem, ou dois deles, e até uma trollada incrível.

Também era possível usar ataques em dupla, arrasadores, mas difíceis de coordenar. O normal era um jogador acabar acertando o outro.

Os gráficos são OK para o Mega, muito bons para a época, mas claro, não tanto como FF. As músicas, as músicas.... Feitas pelo fodão Yuzo Koshiro são clássicos e um aspecto onde SoR é muito superior. Clássicas. A jogabilidade é o seguinte. Como os sprites são menores que FF, não tem aqueles momentos em que a tela fica atulhada e você pensa "Tô ferrado". Acontece, mas em escala menor. Claro, a voadora de Adam, derrubando tudo à sua frente ajudava também. Tá vendo, por isso ele era o melhor.

Streets of Rage 2 pegou tudo que tinha de bom no primeiro e melhorou. Gráficos melhores, música tão boa quanto (não dava pra melhorar afinal), mais diversidade de inimigos, lutas contra chefes menos injustas (no primeiro jogo, dois golpes do chefe e uma vida ia pro buraco). E algumas grandes diferenças. O apoio policial já era. Em troca, vários novos golpes, alguns estilo Street Fighter. Agora são quatro personagens, bem diferentes uns dos outros. O paredão Max, com seus agarrões e Sammy, irmão do Adam. É, o melhor cara no outro jogo dançou nesse, sequestrado pela gangue. Isso foi uma mudança que não me agradou. Tá, mudamos um cara forte pelo mais rápido e incrivelmente fraco. Sammy, ou Skate em algumas versões, é muito rápido, mas tem um alcance muito curto nos golpes, fatal em alguém tão fraco.

No geral, SoR 2 supera o primeiro, atingindo o status de clássico da série. Já Streets of Rage 3 cai na mesmo maldição da trilogia de jogos. Costuma ser assim. Primeiro jogo, clássico. Segundo jogo, clássico normalmente, mais que o primeiro até, principalmente porque as mecânicas do jogo são melhoradas, os desenvolvedores sabem o que fazer para melhorar e tal. Terceiro jogo, mais do mesmo.

E é isso o que acontece aqui. SoR 3 é muito bom mas é mais do mesmo, trocando Max pelo ciborgue Zan. Uma ou outra coisinha, mas é só.


NOTA 9 (O primeiro)
NOTA 9 (O segundo)
NOTA 6 (Terceiro) É, sei que são as mesmas notas de Final Fight, ou quase. Já disse que não quero decidir qual é o melhor. Não encha meu saco.



River City Ransom





Esse jogo tem várias versões e continuações e tal, mas joguei o primeiro jogo, do NES, e bastante.

Vamos fazer o seguinte. A menos que eu diga outra coisa, entendam que a historia é sobre alguém sequestrado e os hematomas causados até libertar essa pessoa. Vai ser melhor assim.

River City tem umas coisas bem únicas, principalmente para a época que foi lançado. É possível aumentar os status do seu personagem, comprar mais golpes e outras coisinhas mais típicas de RPGs ou jogos mais modernos. Na imensa maioria dos beat´n ups antigos você tinha que levar o personagem até o último chefe com tudo na mesma situação do começo do jogo. Pior na verdade, pois com certeza já tinha gasto vidas ou continues no caminho.

Mas aqui temos todos esses elementos de RPG e tal e você vai encarar os desafios à frente muito mais forte do que no começo. E para ficar ainda mais ferradão é preciso de atitudes típicas de RPG. Como grinding, você sabe, aquele negócio de ficar indo e voltando em certas áreas para ganhar mais levels ou grana. Legal, se você curte fazer isso. E em River City Ransom é muito legal.

Claro que isso demandava um jogo um tanto diferente dos beat´n ups tradicionais. Não bastava apenas se deslocar para a direita socando gente. Era preciso um mapa aberto, por assim dizer, para poder voltar para a esquerda socando gente. Gente que, por sinal, seria agora fraca demais para apresentar ameaça. Então era possível ir para vários lugares da cidade, várias lojas (na verdade bem mais variadas que na maioria dos RPGs) e construir uma máquina de moer bandido arrasadora.

Gráficos e sons são meio simples, mesmo pros padrões do NES, os inimigos são praticamente os mesmos. Bah. mas é divertido pacas. Então...

NOTA 8



Sonic Blast Man




Como parece ser comum, vou me dedurar de novo. Eu achava o Sonic Blast Man foda e copiei até o nome em um personagem que era meu alter ego. Sonic CB Man. Como eu era ridículo.... hoje sou um pouco menos.

O personagem nasceu em um daqueles arcades que você dava uma porrada em um aparelho e ele media sua força. Tinha uns objetos na tela, tipo um punk, um caminhão (ou trem, não lembro) e um asteróide, cada um representando uma dificuldade. E tinha o personagem, um super herói daqueles antiquados, cueca em cima da calça e sorriso e atitude do tipo "Não temam cidadões!"

E alguém achou que daria um bom jogo fora dos arcades. Mas como? Vender almofadas e demais apetrechos para os jogadores? Inviável, ainda que seja o tipo de estratégia caça-niqueis que ainda existe.

Então faremos um beat´n up! É a solução de todos os problemas. Na verdade, acho que socar pessoas realmente seria a solução de muitos problemas, mas isso não vem ao caso agora.

E ficou bom? É ficou. Realmente nenhum clássico, mas um título sólido. Boa variedade de golpes, especiais eficientes, incluindo o soco de vários megatons (não lembro quantos). Uma boa variedade de inimigos.

Mas por que então isso não virou um clássico, você pergunta? Vejamos. Primeiro, é muito obscuro mesmo. não tanto quanto algumas bizarrisses que vem do Japão, mas é pouco conhecido. O jogo é dificil. Realmente pode te massacrar até nas fases iniciais, e em parte porque o Sonic Blast Man é um cara muito lento, talvez devido ao tamanho enorme dos personagens, o que seria uma vantagem em outras situações. O departamento de som também não ajuda, com músicas de ruins para medianas.

E talvez por gostar tanto do personagem, e ainda não sei exatamente por que, eu joguei a continuação. Em Sonic Blast Man 2 tinha mais dois personagens para escolher. E era a clássica formação de três pessoas em beat´n ups. E de boa, não lembro o nome deles, sei que um era um cara loiro, o outro uma mulher. O jogo não melhorou em nada. Todos os problemas da primeira versão ainda estavam lá e sem melhorias para ignora-los. Posso estar sendo muito critico, mas acho que já tinha percebido como era um jogo mais ou menos. Ou ruim mesmo.



Sonia, a identidade civil do Sonic Blast Man e o Captain Choyear. E como queriam que eu lembrasse esse nome??!!! E que caralhos é Choyear?!


NOTA 6 (O primeiro)
NOTA 5 (O segundo)


Rushing Beat




Esse aqui é o seguinte. Eu joguei o segundo capitulo da série apenas, mas deve ser o bastante. Quatro personagens para escolher, incluindo um ninja verde de tênis, suficientemente diferentes para isso importar. Um arsenal de golpes variado e eficiente, assim como os inimigos. Músicas na média, gráficos bem feitos, é nenhum clássico mas tudo bem.

Então por que ninguém parece gostar do jogo?

Quero dizer, ninguém das pessoas que conheço, fora uma ou outra opinião que vi pelos anos. E creio ter descoberto. A duração do jogo. Esse é um jogo muito longo, com muitas fases, todas compridas. E acabava se tornando enjoativo. Estou supondo porque nunca tive uma resposta melhor do que "Ah sei lá, é chato." ou "Vai colocar esse jogo de novo? Vamos jogar outro?"

Dê uma olhada por conta própria e forme sua opinião. No máximo você vai se juntar ao coro de descontentes comigo e com a Tecmo.

NOTA 7.



Teenage Mutant Ninja Turtles




Eu não conseguia tirar meus olhos daquela ruiva. O que talvez explique porque apanhava tanto no jogo...

Tem um monte de jogos da Tartarugas Ninja por aí. Mas sejamos sinceros, quais são os únicos lembrados? O arcade da Konami e as versões caseiras, no SNES e Mega. E é isso.
Qualquer pessoa que lembre de outra versão, principalmente as mais recentes merece morar no esgoto e ser a mulherzinha do Bebop e do Rockstead.

A versão do arcade, com quatro jogadores, claro, ação frenética, trilha sonora que só pude ouvir claramente recentemente (não dava para ouvir no fliperama), foi protagonista de um esforço sobre humano, quando meu primo Marcio e eu vencemos o jogo e provavelmente pagamos o carro do dono do lugar em fichas.

Há diferenças entre as quatro tartarugas, que se deve observar bem, para que se adapte ao seu estilo de jogo. Michelangelo tem mais força, Rafael, velocidade, Donatello alcance e Leonardo.....é o equilibrado. Donatello é minha sugestão para o jogador solitário, justamente por causa do alcance.

Diversos inimigos do desenho fazem sua participação aqui, todos bem caracterizados e, diga-se de passagem, dando muito mais trabalho para as Tartarugas do que no desenho. Claro, é um arcade, a dificuldade foi feita para tirar tantas fichas quanto possível, o que funcionou no meu caso. Mas era um jogo tão bom que valia cada centavo, literalmente. E valia até o risco da nossa avó descobrir que íamos jogar, quando ela falava para não chegarmos perto daquele fliperama.

Já as versões caseiras eram mais fáceis. Não muito, mas o bastante para que nossos cérebros não saíssem pelas orelhas. Não eram ports exatos do arcade e nem tinham essa intenção. Eram jogos apenas baseados no arcade mas com sua própria identidade, e não eram iguais. The Hyperstone Heist, a versão do Mega, e Turtles in Time, do SNES, tinham fases próprias e eram bem adaptados para seus respectivos consoles. A versão do SNES era um tanto mais próxima do arcade, até por ter aqueles efeitos de zoom e Mode 7 que o Mega Drive com seu "Blast Processing", fosse lá o que isso fosse, não fazia. Mas era só perfumaria nesse grande jogo. As diferenças entre as Tartarugas ficaram um pouco mais acentuadas nas versões caseiras, o que torna jogar com cada uma uma experiência diferente.

Se tiver que escolher uma, fique com o SNES. A ação é um pouco mais veloz e mais parecida com o arcade.




Mais um dia comum para April e o Destruidor. E essas tartarugas ciumentas.


NOTA 8 (Arcade) perde um ponto pela dificuldade absurda.
NOTA 9 (SNES)
NOTA 8 (Mega)

Logo, a terceira parte.

No mas.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Beat´em ups- Vivos ou Mortos?

Ahh...Beat´em ups.... para mim são o arroz e feijão dos games. Simples, conhecidos, mas se bem feitos, deliciosos.

Nota, parar de escrever antes do almoço.

Mas continuando, esse é um gênero bastante antigo de games e como vários desses tipos, hoje está enfrentando um dilema existencial. Quer dizer, onde estão os beata´em ups hoje em dia? Dá pra colocar jogos como God of War, Devil May Cry ou a série Dinasty Warriors e derivados no balaio dos beata´em ups , junto com os clássicos? Difícil dizer.

Mas vamos por partes. primeiro o que é um beat´em up? A grosso modo, um jogo onde o objetivo é socar seu caminho entre multidões de inimigos até chegar à um chefão. Chute o saco dele. Vença e avance de fase. Repita. Enxague. Como eu disse, simples.

Para ver essa resposta, vou tentar analisar com minha experiência pessoal. Felizmente joguei um bom número deles e seus primos os hack´n slash.

Bem comecemos com....

..............?

Não sabem o que é hack´n slash?

Dê uma espada ou outra arma branca para um protagonista de beat´em up e terá um hack´n slash. Significa literalmente, Bater e Cortar.

Posso seguir? Bom.

E por onde melhor começar do que um clássico absoluto, ainda um dos sinônimos do estilo?

Double Dragon.




A historia. Uma gangue sequestra Marion, a namorada de um dos irmãos Lee, Billy e Jimmy. Não sabemos de qual deles. Isso vai ser importante mais pra frente. Segue-se múltiplas surras e fraturas ao redor pela cidade. O arsenal dos beat´em ups já está estabelecido. Socos, chutes agarrões e a mais eficiente das armas, a voadora. Quem nunca experimentou a suave sensação de limpar o caminho à frente com uma voadora? Poesia em movimento.

Mas enfim, os Lee chegam ao chefão, e o derrotam, mesmo o bastardo tendo uma METRALHADORA. E lembram que eu disse que não se sabia de qual dos irmãos, afinal, a Marion era namorada? Pois bem. Se você chegar até esse ponto com seu irmão, vão ter que lutar até a MORTE para saber quem fica com ela. Puerra. Ela é neta da Olivia Palito, que ficava com o mais forte? E nesse caso, seria neta de quem? Do Popeye ou do Brutus? Ou de um cara ainda mais forte? E porque pensei nessa bobeira?

Quais joguei da série: O de Arcade, no saudoso espaço de fliperamas no Playcenter (putz, como sou nerd. Em vez de ir nos brinquedos, ficava jogando fliper.... mas por outro lado a fila pra jogar era grande e meus primos e eu nos envolvemos em uma briga real para ter esse privilegio. Não sei se isso é legal ou imbecil) O do Master System, que foi uma longa busca para arranjar. As versões de NES. Double Dragon II é vital para sua existência. Jogue. Super Double Dragon do SNES. Meu segundo jogo. Me arrependo de ter trocado. Tem excelentes remixes das músicas clássicas, um porrilhão de golpes e gráficos fantásticos. E se quer saber, a versão de luta do Neo Geo, tipo Street Fighter, é muito boa.

NOTA 8/10 Não dá pra negar. Só perde uns pontos porque a série se permitiu aberrações como Double Dragon 3 e aqueles de luta, tipo Street Fighter, do SNes e Mega. Eram baseados naquele cartoon pavoroso. E é melhor eu parar aqui, ou começo a pensar no filme e tiro mais pontos.

Altered Beast




Ok. Como muitos caras da minha geração eu vi o comercial do Mega Drive, que mostrava a transformação em lobisomem e aquilo me bastou para correr atrás do jogo. Dois problemas aqui. Aquela sequencia de transformação detalhada era só para o lobisomem. Os outros seres tinham sequencias muito mais simples. E o outro problema era que eu tinha um Master. E como tinha ganho no ano anterior as chances do meu pai comprar um Mega eram nulas. Então fui atrás da versão do Master. E não me decepcionei. Tá só um pouco quando joguei a versão do Mega dos meus primos e descobri que tinha uma fase e uma fera a mais, o urso. E que tinha vozes (tá, duas frases e risadas) . Mas a jogabilidade, quanta alegria, seja qual fosse a versão. E pelamor, vão ouvir a versão do Megadriver para a música tema. Foda.

Você é um soldado romano sem nome, erguido de sua tumba (Rise from your grave!!) por Zeus para resgatar sua filha Athena das garras gosmentas de Nef, que provavelmente não iria se casar com ela depois. Então vai você, abrindo caminho por hordas de seres malignos, para salvar uma deusa da guerra, filha do maior dos deuses, de um deus-demônio. Mas para fazer essa missão insana você conta com esferas, convenientemente colocadas no dentro dos corpos de lobos brancos de várias cabeças. Toque-as e você se torna um cara forte pacas. Arranje outra e vai virar um cara gigantesco, um tipo de caminhão humano. E com a terceira, ai sim, na forma de um homem-fera, que muda a cada estágio, vai poder massacrar mortos-vivos e monstros até o inferno. E poder socar a cara de Nef. O triste é que, como a eterna deusa virgem, não vai rolar nada com Athena....

Joguei as versões do Master, claro e do Mega. Teve uma paulada de versões, para um cacetal de consoles, até..... PARA O NINTENDINHO!!! AAHHH!!!! Durante a fase mais sangrenta da luta Nintendo-Sega. Queria saber como isso. E pelo que soube, algumas versões tem feras diferentes e tal. Não fui atrás da versão do PSOne, Project Altered Beast. Feras criadas por dna o cacete. E realmente dizem ser muito ruim.

NOTA 7/10 Não dá pra negar que, fora o fator nostalgia e uma coisa ou outra como a música, o jogo não envelheceu bem. Tem poucos golpes, mesmo comparado com jogos mais antigos e é muito, muito curto, mesmo para um nascido em arcade.

Michael Jackson's Moonwalker





Pois é. O rei do pop já teve um beat´em up. Isso foi no começo da década de 90 quando Michael era ainda um tipo de deus-vivo para o mundo e não uma aberração triste e segundo alguns, pervertida. Fui muito duro? Sempre tive pena dele, um cara que não teve um único amigo de verdade na vida, daqueles que te dão uma sacudida e falam "Pára de fazer merda! Pára de convidar crianças para esse lugar, seja lá por qual motivo! Porra!" Ou parentes que se importam com você e não com sua grana, para fazer o mesmo. Mas divago.
Naquela distante época, Michael se aproximou da Sega e veio à luz o jogo. E digamos assim, não é aquilo tudo. Tá tinha Michael Jackson e as músicas, muito bem adaptadas para Mega e Master. Mas a jogabilidade deixava a desejar. Resgatar as criancinhas (porra Michael...), ficar indo de um lado ao outro como uma barata sem cabeça, pois depois de encontrar uma delas, não ficava nenhuma indicação que você já fuçou ali. E as fases não eram lineares e sim meio labirínticas. Enchia o saco, principalmente quando só faltava uma para resgatar. E não tinha chefes de fase, só ondas de inimigos normais em sequencia. Mas tinha um bom arsenal de golpes (sem voadora?! Mas seria estranho ver isso) e uns movimentos inúteis mas legais como o Moonwalk e a também clássica segurada no saco.

Joguei as versões do Master e do Mega, que tem algumas diferenças entre elas, além das óbvias, gráficos e som. A versão de Arcade só joguei um pouco, mas pareceu muito boa, e era muito dificil.

NOTA 6/10 Os pontos fracos do jogo infelizmente se sobrepõe as suas qualidades.


Spider-Man





Joguei vários jogos do Aranha, e realmente tinham muitos. Então vou só falar brevemente de cada. Não joguei o mais recente Shattered Dimensions (mas pretendo) ou o anterior, Web of Shadows. E nunca achei uma cópia que me funcionasse de Ultimate Spider man. Catzo.

Spiderman vs Kingpin: Master System, joguei muito pouco, e nunca cheguei ao fim, pois ganhei pouco tempo antes de trocar meu Master por um Mega. A jogabilidade era meio travada. A versão do Mega por outro lado era muito mais interessante, com a necessidade de tirar fotos para ter dinheiro para a teia e bons controles. NOTA 4 (Master) NOTA 7 (Mega)

Spider-Man: The Video Game: arcade. Era muito bom interessante, quatro jogadores, sprites imensos, um grupo incomum de personagens (além da Gata Negra tinha o Namor e o Gavião Arqueiro, mas que porra dois vingadores faziam ali, sei lá) e todos tinham golpes bem diferenciados uns dos outros. Foi a primeira vez que vi o Venom. NOTA 8

Spider-Man/X-Men: Arcade's Revenge: Usando um dos vilões mais ridículos da Marvel (e isso não é fácil de ser) o Aranha e os Xis-Mein estrelam um joguinho bem furreca. Gráficos toscos mesmo para o principio do SNES e jogabilidade ruim. Não sabia quem era o Gambit e preferia não ter descoberto. NOTA 3

Spider-Man and Venom: Maximum Carnage: também joguei pouco pois só alugava. Não era ruim, mas a presença massiva do Carnage e a jogabilidade meio enjoativa não me empolgaram para comprar. Não joguei o bastante para dar uma nota. Pensando bem, isso já é uma nota.

Spider-Man: The Movie e Spiderman 3 (PS1 E 2) Baseados nos filmes. O primeiro me empolgou bastante. Muito bem construído, em cima da engine de Tony Hawk e não se prendeu muito no filme, o que também aconteceu com Spiderman 3 do PS2. Isso permitiu que se usassem mais vilões, que não apareciam nos filmes e tal. Não fiz replay na versão do PS2, o que, para mim significa que não me cativou. Repetitivo, mas repetitivo-chato, não repetitivo-legal. É, tem diferença. NOTA 7 (PSOne) NOTA 4 (PS2

SPLATTERHOUSE



Hehe. Agora a coisa fica feia. De todos os que já mencionei é o único que checou na atual geração, ainda que tenha pulado algumas, como uma maldição. De toda forma, vejamos, os dois primeiros são parecidos, side-scrollers. O terceiro mudou o esquema para uma movimentação mais "Double Dragon", múltiplos finais e uma historia mais elaborada. Ah sim. A história. Rick e sua namorada Jenny vão até a mansão West para uma pesquisa de parapsicologia. Demonhos e outros seres do inferno raptam Jenny, a namorada de Rick e dão um cacete brabo nele. Ele ouve uma voz em sua mente e vê uma mascara bizarra à sua frente. A máscara é quem está falando e lhe diz que, basta coloca-la no rosto e ele poderá sobreviver e terá poder para resgatar Jennifer. O que você faria? É, eu também. Mas Rick está em um filme/game de terror. Ele não tem bom-senso, ou nem teria entrado na mansão pra começar.

Transformado em um cara enorme e bombadão, Rick sai espatifando monstros até salvar Jenny, ou não. Detalhe, ele não consegue tirar a máscara. No terceiro jogo Rick tem que salvar sua agora esposa Jenny e seu filho David e junto com novos golpes descobrimos mais sobre a Máscara do Terror.

E temos a versão mais nova. É um remake do primeiro jogo, mais estendido, com uma historia mais elaborada. A Máscara do Terror é uma presença constante agora, sacaneando os inimigos e Rick o tempo todo, assim como o dr. West, dono da mansão maldita. Controles simples, mas com muitos golpes, sangue pra caramba, metal na trilha sonora, excelentes gráficos , armas de montão, incluindo seu próprio braço, ou dos inimigos, à vontade. Nudez e sangue, os ingredientes mias básicos de um bom filme splatter. Sem contar os jogos anteriores para desbloquear. O que mais você quer, porra?

Felizmente o visual da Máscara do Terror se tornou diferente da máscara do Jason.

Só um detalhe. Embora tenha muitos bichos horríveis, esse novo Splatterhouse não é tão bizarro quanto os anteriores. Quem já viu os fetos sem pele enforcados em Splatterhouse 2 sabe do que falo.

NOTA 7 ( O primeiro) NOTA 8 (Segundo) NOTA 8 ( Terceiro) NOTA 9 (PS3)


Captain America and the Avengers





AVANTE VINGADORES!!

Sempre gostei do Capitão América. Ponto. Se você acha que ele é um instrumento do imperialismo norte-americano, você é um imbecil. E eventualmente vou dizer porque. Mas por enquanto vamos nos concentrar no jogo.

É possível escolher entre quatro Vingadores ( qualquer um que escolha o Gavião Arqueiro perde meu respeito) para dar porrada em vários vilões da Marvel, incluindo até um robô Sentinela, que normalmente enfrentam os X-men. Mas os Vingadores também já caíram na porrada com eles. Enfim. Embora todos os quatro sejam parecidos em alguns aspectos suas diferenças sutis tornam a escolha importante. Mas todos tem um ataque á distancia condizente (raios para o Visão e o Homem de Ferro, flechas para o Gavião, o escudo para você-sabe-quem).

A historia, os vilões querem dominar o mundo, blá blá blá, os Vingadores aparecem, blá blá blá, porrada, blá blá blá, diálogos toscos, blá blá blá, dublagem obviamente feita em inglês por japoneses. Que seja.

NOTA 7. Fora os gráficos e músicas, não vi muitas diferenças entre as versões de arcade e do Mega Drive. Mas ao passo que venci a versão do Mega, nunca consegui fazer o mesmo com a outra. Pode ser porque é um jogo dificilzinho, é importante jogar acompanhado. Ou eu sou ruim mesmo. O mesmo vale pra versão de SNES, com a diferença que, pasmem, a música da versão da Sega é melhor.

Na próxima semana, a segunda parte desses pequenos reviews.

No mas.